Notícias > Notícias
Empresários estão mais otimistas com segurança jurídica trazida pela reforma trabalhista

Empresários estão mais otimistas com segurança jurídica trazida pela reforma trabalhista

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Dados da pesquisa Rumos, apresentada pela Fiesp e pelo Ciesp, mostram que há expectativa de recuperação do emprego para a indústria paulista em 2018, com 24,4% dos industriais afirmando que pretendem aumentar o número de vagas. Em 2017, apenas 16,5% disseram ter ampliado postos de trabalho. A pesquisa destaca que ao comparar os dois anos, a segurança jurídica ganhou relevância em 2018, com a reforma trabalhista, sendo a justificativa para o aumento do quadro de empregados dada por 1,2% dos entrevistados para 2017 e 8,9% para 2018.

Do total de entrevistados, apenas 10% afirmaram que pretendem enxugar vagas este ano, enquanto 63,5% querem manter as posições de trabalho estáveis. Em 2017, 43,2% declararam que reduziram seu quadro de empregados, e 40,3% mantiveram os postos de trabalho estáveis. A pesquisa, realizada com 509 empresas da indústria de transformação no Estado de São Paulo, aconteceu entre os dias 11 e 26 de janeiro de 2018. A coleta das informações foi feita por e-mail com o questionário disponível na internet.

Entre as empresas que ainda pretendem reduzir o quadro de empregados em 2018, a justificativa é a perspectiva de aumento da produtividade na indústria paulista, com investimento em automação da produção e melhora do processo produtivo, indicada por 9,8% das entrevistadas, enquanto que em 2017 esse cenário era avaliado por apenas 0,5% delas. Esse fator, segundo a pesquisa Rumos, pode indicar uma melhora da competitividade da indústria paulista. No ano passado, o cenário apresentado para o fechamento de vagas era a redução do número de turnos e menor espaço da área administrativa e comercial, considerado por 25% e 23,6% das empresas.

A pesquisa mostra ainda que 29,8% das indústrias buscarão empregados mais qualificados para as novas vagas do que os que empregavam antes da crise econômica, 60,5% querem funcionários tão qualificados quanto os que empregavam antes da crise, e 4,8%, menos qualificados do que os que empregavam antes da crise econômica.

Uma justificativa importante para as empresas que não pretendem aumentar o emprego em 2018 é a de que ainda não estão sentindo a recuperação da produção. No entanto dados econômicos recentes apontam que a consolidação da recuperação econômica deverá ganhar força em 2018. Caso este cenário se estabeleça, 44,4% das entrevistadas afirmaram que precisarão ampliar o número de empregados, já que estão trabalhando com o quadro enxuto. Enquanto isso, 52,8% afirmam que não precisarão aumentar muito o quadro de empregados. Entre essas indústrias, a justificativa é a de que ainda estão com excedente de emprego (42%) e que já investiram ou pretendem investir em melhora de processo produtivo (42%), pretendem investir em terceirizados (19,3%) e há empregados em layoffou redução de jornada que poderiam retornar (3,3%).