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Índice de Desempenho Industrial aumenta 0,6%
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Após uma queda de 1,7% registrada em janeiro, o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) nesta quinta-feira (5), voltou a subir em fevereiro, na comparação com o mês anterior: 0,6%. As maiores influências no aumento vieram das compras industriais e da Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que cresceram, respectivamente, 2,1% e 1,5 p.p., descontada a sazonalidade. Em contrapartida, voltaram a cair o faturamento real (-0,6%) e as horas trabalhadas na produção (-3,1%). A massa salarial real ficou estável.

Segundo o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, a indústria gaúcha continua com sua fase cíclica de recuperação, que começou no ano passado. “O ritmo é bastante lento e acompanha a retomada da demanda doméstica, que começa a se beneficiar dos juros e inflação em declínio e da melhora do mercado de trabalho. O aumento das exportações tem sido outro elemento importante, o mercado externo se mostra como alternativa para manter as operações, mesmo que com uma rentabilidade abaixo da esperada”, afirma Petry, ao ressaltar que a expectativa é de que essa tendência continue nos próximos meses, facilitada pela normalização de estoques. Foi a oitava expansão consecutiva do IDI-RS em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior: 3,3%.

Considerados os dois primeiros meses de 2018, o IDI-RS subiu 4,3% em relação ao mesmo período de 2017. Com exceção da massa salarial real (-1,2%), todos os seus componentes avançaram. O faturamento real (11,3%) e as compras industriais (9,9%) apresentaram as taxas mais expressivas, enquanto as horas trabalhadas na produção (1,1%), UCI (2,9 p.p.) e o emprego (0,5%) mostraram um crescimento mais moderado.

Com o nível de atividade 22,7% maior no primeiro bimestre sobre o mesmo período de 2017, o setor de Veículos automotores foi a principal influência positiva sobre o resultado geral do IDI-RS. Outros 12 setores dos 17 pesquisados também aumentaram a atividade no período, com destaque para Tabaco (27,1%), Equipamentos de informática e eletrônicos (25%) e Produtos de metal (5,3%). Por outro lado, a atividade caiu nas indústrias de Máquinas e equipamentos (-0,8%), de Máquinas e material elétrico (-3,6%) e de Móveis (-0,3%).