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Foi dada a largada para o Grand Prix de Inovação
Até domingo (8), estudantes de diferentes disciplinas do ensino profissional enfrentarão o desafio de elaborar e apresentar soluções para problemas apresentados por grandes empresas
 Até o próximo domingo (8), os 48 alunos das seis equipes trabalharão em aquários para encontrar soluções e apresentar os protótipos

Equipes formadas e desafios postos: começou o Grand Prix de Inovação da Olimpíada do Conhecimento 2018. A largada foi dada às 10h desta quinta-feira (5) e a corrida segue até domingo (8), quando os resultados serão apresentados e os vencedores, anunciados. Equipes de todo o Brasil têm 30 horas para resolver as questões lançadas por quatro grandes empresas de diferentes setores da indústria. Os grupos ficam alocados em salas de vidro, como aquários, enquanto desenvolvem as respostas aos desafios.

Ao todo, são oito equipes multidisciplinares formadas por 48 alunos de 13 estados que não se conheciam anteriormente, uma vez o sorteio foi feito por competências. Os estudantes fazem parte da Educação Básica Articulada com a Educação Profissional (EBEP) – estudam em um período o ensino médio no Serviço Social da Indústria (SESI)e, no outro, fazem curso técnico no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Entre os selecionados estão alunos de Eletrotécnica, de Edificações, de Química, de Alimentos, de Eletromecânica, de Segurança do Trabalho, Logística e Qualidade. “O interessante é que o Grand Prix também traz o desenvolvimento de outras habilidades, como as socioemocionais, as softskills. Eles tiveram que determinar um líder, identificar quem tem mais facilidade de comunicação, por exemplo. E sempre com este valor de trabalhar em equipe”, explica Germana Zapata, analista de Desenvolvimento Industrial do SENAI e coordenadora do Grand Prix.

DESAFIOS E SOLUÇÕES – Até domingo, os estudantes terão de elaborar quatro protótipos às empresas e, em seguida, apresentá-los. À montadora Fiat Chrysler Automobiles (FCA), os grupos terão de propor um novo modelo de negócio para comercialização dos veículos novos, atendimento no pós-vendas e experiência do consumidor. Para a siderúrgica Gerdau, os participantes devem apresentar respostas de como melhorar a comunicação com os colaboradores em temas de saúde, segurança e meio ambiente.

O desafio dado pela companhia de bebidas Ambev é o de aumentar e medir o engajamento dos funcionários nos assuntos relacionados à sua saúde. Já a empresa de softwares Dassault Systèmes pediu para que os competidores apresentem soluções de como otimizar sistemas de transportes para deficientes físicos levando em consideração peso, custo e mobilidade.

PREPARAÇÃO – Durante as 30 horas, os estudantes contarão com o apoio de funcionários das empresas e podem utilizar recursos do SENAI Lab Nível 3, um laboratório de criatividade que tem infraestrutura disponível como impressora 3D, bancadas eletrônicas e cortadores a laser. “O diferencial do Grand Prix é conectar o aluno com a inovação e o empreendedorismo. Já tivemos casos que esses grupos depois montaram as próprias startups”, conta Germana Zapata.

O treinamento começou dois dias antes de a largada ser dada. Os estudantes tiveram palestras e miniworkshops, como prototipagem rápida e uma conversa com representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB). Além do conteúdo, os alunos também participaram de dinâmicas com prototipagens rápidas e aprenderam a usar ferramentas do Google Education. “A ideia é ativar a criatividade dos participantes e os incentivar a colocar a mão na massa. Por isso, ainda na fase de preparação, lançamos um mini-desafio para eles esquentarem os motores”, comenta Germana Zapata.

PREMIAÇÃO – A equipe vencedora ganhará uma viagem de três dias para um polo de inovação – o destino será divulgado no domingo. A segunda posição receberá um curso de até R$ 2 mil para cada um dos componentes do grupo. Os que ficarem em terceiro lugar poderão escolher qualquer curso de formação no valor de até R$ 1 mil.