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Inteligência Artificial ajuda a indústria a ser mais produtiva

A Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente no dia a dia. Na Indústria 4.0 ela já é uma realidade, sendo apontada como uma das formas mais eficientes de transformar dados em informação. Sua aplicação pode melhorar a produtividade e o desempenho do setor industrial, aumentando a competitividade, pois um dos seus objetivos é reproduzir a capacidade de aprendizagem humana e resolver até os problemas mais complexos.

A avaliação é do diretor do Instituto de Inovação em Tecnologias da Informação e Comunicação (ISI-TICs), Sérgio Soares, um dos maiores especialistas em Indústria 4.0 no país. Nesta entrevista à Agência CNI de Notícias, ele cita alguns casos de uso da IA no setor produtivo, ajuda a identificar as chances de aplicá-la nas empresas e explica por que os empresários deveriam implantar essa tecnologia em suas empresas. O centro de pesquisa e desenvolvimento que ele comanda, localizado no Recife, é um dos 26 institutos integrantes da rede de inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Soares também avalia que a maior parte da indústria brasileira é composta por pequenas empresas que ainda estão distantes da Indústria 4.0, por isso a estratégia utilizada pelo SENAI é a elaboração de amplas soluções que ajudam a gerar desenvolvimento para todo o país com uso das novas tecnologias. Confira os principais pontos da entrevista a seguir:

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Por que investir em Inteligência Artificial? 

SÉRGIO SOARES – O objetivo da Inteligência Artificial é aumentar a competitividade, otimizar a produção e diminuir o desperdício. Assim, uma empresa que já utiliza essa tecnologia possui um diferencial competitivo, podendo usar as informações para comprar matéria-prima mais barata, economizar energia, entre outras vantagens. Acreditamos que as empresas vão perceber a importância e a sua necessidade, e como uma onda, o uso dessa tecnologia vai se espalhar pelo setor industrial.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Você pode citar alguns casos de uso dessa tecnologia na indústria?

SÉRGIO SOARES – Na prática, o principal auxílio da Inteligência Artificial é na tomada de decisões e a manutenção preditiva é uma das ferramentas que auxilia qualquer empresa. Ela funciona da seguinte forma: por meio do estudo de dados, é possível controlar custos e prever o momento certo de se fazer uma manutenção nos equipamentos para prevenir falhas, desperdício de tempo e economia de energia.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Como o SENAI implanta Inteligência Artificial nas indústrias?  

SÉRGIO SOARES – Eu diria que existem duas formas gerais. Em um dos métodos, nós podemos elencar diversas aplicações, exemplos que nós já temos, para a empresa dizer quais são necessárias e interessantes para ela. Caso nenhuma se aplique, nós usamos a outra forma, na qual fazemos um diagnóstico na empresa para entender o que ela precisa. Assim desenvolvemos uma solução específica com Inteligência Artificial para sanar o problema.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Quais são as principais orientações para as empresas que desejam se inserir na Indústria 4.0?

SÉRGIO SOARES – Quando uma empresa surge com uma proposta, os institutos do SENAI fazem um diagnóstico para saber o quão próxima da Indústria 4.0 ela está. Assim, os institutos entram com a parte mais complexa, fornecendo o suporte e a infraestrutura para elaborar soluções abrangentes, que além de atenderem àquela demanda, também poderão ser disseminadas por toda a indústria brasileira.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Como estimular as empresas brasileiras a serem mais inovadoras?

SÉRGIO SOARES – Um dos grandes estímulos foi a criação da rede de institutos SENAI de inovação. Cada um dos 26 centros é voltado para um tema específico, por isso o atendimento de  demandas e desafios mais complexos se torna mais fácil. Quando uma empresa traz um desafio, nós conseguimos montar uma equipe multidisciplinar e entregar uma solução completa para essa empresa. Em relação a projetos que se encaixam na quarta revolução industrial, foi criado um subconjunto com alguns institutos, conhecido como aliança de mercado, no qual a estratégia é preparar as indústrias para as transições com soluções genéricas a fim de elevar, de uma forma geral, o patamar da indústria brasileira.