História

No Brasil, a década de 1940 foi um período de adaptação às mudanças nos cenários interno e externo: a renúncia de Getúlio Vargas, o fim da Segunda Guerra Mundial, a posse de Eurico Gaspar Dutra na presidência da República e o crescimento da industrialização são exemplos históricos desse contexto. Era uma época com perspectivas de liberdade e democracia, após um longo período de autoritarismo que caracterizou o Estado Novo. Ao mesmo tempo, com as liberdades civis e políticas reconquistadas, surgiram demandas sociais que estavam reprimidas, a maioria ligada aos direitos fundamentais do cidadão, como saúde, alimentação, transportes e habitação.

Entre os empresários dos setores da indústria, agricultura e comércio, estava clara a necessidade de criar um plano de ação social para o Brasil. Formalizado na Carta Econômica de Teresópolis, de 1945, a ideia ganhou força após uma reunião de sindicatos patronais e empregados de Minas Gerais. Ali, elaborou-se a Carta da Paz Social, amparada pelos princípios de solidariedade social que norteariam, algum tempo depois, a criação do SESI e do órgão responsável pela sua normatização, o Conselho Nacional.

O Decreto-Lei nº 9.403, de 1946, atribuiu à Confederação Nacional da Indústria (CNI) a criação, direção e organização do SESI. Em 1º de julho do mesmo ano os membros do Conselho de Representantes da CNI, assim que tomaram conhecimento do texto presidencial, aprovaram o 1º regulamento da instituição que compreendia um Conselho Nacional, um Departamento Nacional e Órgãos Regionais para atender todo o território nacional. Mais tarde, em setembro de 1947, foi inaugurada a da primeira sede do Conselho Nacional do SESI, em São Paulo.