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Durante fórum da OMC, CNI discute acesso do Brasil a mercados externos

O Brasil perde anualmente cerca de 14% de suas exportações devido a barreiras técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias. Isso representou, em 2017, algo como US$ 30,5 bilhões, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

As informações foram apresentadas pela gerente de Política Comercial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Constanza Negri Biasutti, nesta terça-feira (2), durante o Fórum Público da Organização Mundial do Comércio de 2018, em Genebra. Ela traçou um panorama sobre as prioridades da indústria brasileira na agenda de barreiras e de acesso a mercados externos.

Levantamento da CNI, em parceria com associações e federações da indústria, já identificou 20 barreiras comerciais no exterior contra produtos brasileiros. Desse total, 17 são de membros do G20 – grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

Constanza explicou que essas barreiras foram inseridas no Sistema Eletrônico de Monitoramento de Barreiras (SEM Barreiras) do governo federal. Elas foram encontradas no Japão (4), União Europeia (2), Argentina (2), Estados Unidos (2), China (2), Nigéria (1), México (1), Alemanha (1), Índia (1), Equador (1), Bolivia (1) e Rússia (1).

A partir desse levantamento, que permanece em constante atualização, o setor privado pode trabalhar junto ao governo para buscar soluções para esse problema.

“Podemos encontrar uma solução para as barreiras de forma bilateral, regional ou multilateral, por meio de negociações, acordos e dentro da estrutura da OMC”, afirmou Constanza. “O Brasil tem avançado nessa frente, mas ainda é preciso ter uma estratégia mais ativa e sólida para derrubar as barreiras”, disse a gerente de Política Comercial da CNI.

COALIZÃO – Em agosto, a CNI lançou a Coalizão Empresarial para Facilitação de Comércio e Barreiras (CFB). Num cenário em que o Brasil enfrenta uma série de entraves para ampliar seu comércio exterior, a coalizão enfrenta, de um lado, problemas internos que prejudicam o comércio. De outro, gargalos no exterior que afetam as exportações brasileiras.

A coalizão reúne cerca de 80 representantes do setor industrial com o objetivo de promover melhorias na política comercial brasileira.

Fonte: FIEP/Agência de Notícias CNI