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Presidente da Fiocruz apresenta cenário de combate à Covid-19

Nísia Lima esclareceu contrato com Oxford/AstraZeneca e calendário de vacinação durante Reunião Ordinária do Conselho Nacional do SESI

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, expos, nesta terça-feira (30/03), o panorama do enfrentamento da pandemia do coronavírus no país sob o ponto de vista técnico-científico. Como convidada da 204ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do SESI, a pesquisadora, professora e gestora apresentou a linha de atuação da Fiocruz frente ao combate da COVID-19.

De forma vinculada ao Ministério da Saúde, a Fiocruz tem atuado em seis eixos de enfrentamento ao vírus – apoio ao diagnóstico; atenção à saúde; Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I); Informação e Comunicação; apoio às populações vulneráveis; e educação.

No eixo de CT&I, estão as pesquisas e desenvolvimento de vacinas. Nísia Lima adiantou que há quatro vacinas em pesquisa na Fiocruz, mas que ainda não chegaram à fase final. A previsão é de distribuição de vacinas genuinamente nacionais a partir de agosto.  

“O problema da distribuição de vacinas se dá em dimensão global. Há grande desigualdade entre os países. Em termos imediatos, é importante frisar que os efeitos dessa vacina só irão surtir em meados de maio”, disse a presidente da Fiocruz. “Hoje, temos recursos de ciência, tecnologia e programas de saúde. Precisamos somar com isso a grande vontade social que vejo em vários setores, como esses conselheiros reunidos aqui”.

Para as imunizações emergenciais, a Fiocruz fez um contrato de transferência da tecnologia, relativo ao fornecimento de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), desenvolvida na Universidade de Oxford, associada à empresa AstraZeneca. Até o final do segundo semestre deste ano, serão mais de 210,4 milhões de doses dessa vacina, além de oito milhões esperadas da índia. Somente em abril deste ano, deverão ser vacinadas mais de 20 milhões de pessoas no país.  

“Hoje, estamos em momento de maior oferta de vacina. Quando se diz: ‘é uma luz no fim do túnel, e em muitos lugares já está bem iluminado’, isso precisa ser visto com cuidado. Mesmo países mais avançados na vacinação estão fazendo medidas de controle, de testes e ainda recomendando as máscaras, porque as vacinas estão se mostrando eficazes para redução dos casos graves, mas, em relação à transmissão da doença, não há ainda uma base segura para se afirmar isso”, pontuou.

A presidente da Fiocruz defendeu ainda que a grande força para a sustentação do Programa Nacional de Imunizações virá dos laboratórios nacionais. Por isso, a necessidade de incentivar o aumento a produção.